Segurança e Responsabilidade Social: o que aprender com a tragédia de Mariana

julho 6, 2016 2:50 pm Publicado por

Em 5 de novembro de 2015, duas barragens da mineradora Samarco se romperam e fizeram com houvesse um vazamento de 60 milhões de metros cúbicos de lama de rejeito de mineração. A lama tomou posse todo o local ao redor, sendo a cidade de Mariana uma das mais afetadas.

Uma pesquisa de consultoria norte-americana mostrou que esse foi o maior desastre mundial com barragens do mundo e os efeitos ainda serão sentidos por muitos anos por toda a população e pelo meio ambiente. Embora trágico, esse evento permite que as empresas aprendam com isso e possam atuar com segurança e responsabilidade social do jeito certo. Por isso, veja a seguir o que se deve aprender com a situação.

É preciso pensar no impacto social

A tragédia de Mariana ensinou que as empresas precisam pensar socialmente e de maneira responsável de modo cada vez mais intenso. Mais do que apenas uma possibilidade, é verdadeiramente necessário que esse tipo de pensamento seja incorporado à cultura da empresa.

Em vez de encarar a responsabilidade social como algo supérfluo, a empresa deve garantir que esse tipo de preocupação faça tanta parte da realidade empresarial quanto o faz a exigência de melhorias nos indicadores de produtividade.

Somente desse jeito a empresa consegue não apenas ter a dimensão do que é capaz de causar à comunidade em geral como também é capaz de mitigar os riscos associados à sua atuação.

O monitoramento constante deve ser feito

Por falar em mitigação, a empresa deve ter um bom planejamento de monitoramento de situações de risco. A tragédia de Mariana poderia ter sido evitada se a Samarco tivesse realizado inspeções atentas e de qualidade em relação à barragem de rejeitos. Por meio desse monitoramento, a empresa perceberia as rachaduras e poderia atuar de maneira preventiva.

Em geral, a maioria dos acidentes de uma empresa pode ser evitado, salvo as fatalidades relacionadas a eventos naturais – como foi a usina de Fukushima, no Japão, que fora abalada por uma tsunami.

Isso significa que muito antes de uma situação de risco se concretizar ela oferece sinais e avisos de que algo está errado. No caso de Mariana, foram as rachaduras da barragem.

Por isso, mais do que nunca as empresa precisam se preocupar em realizar monitoramento constante dessas situações de risco de modo a serem capazes de atuar preventivamente – e não quando o estrago já está feito.

A prevenção não deve ser encarada como custo

Para evitar a tragédia, a Samarco poderia ter utilizado soluções mais tecnológicas, mais precisas e com mais qualidade. Não significa que a empresa tenha usado as ferramentas erradas, mas, sim, que poderia ter investido em soluções ainda mais relevantes. Isso implicaria em um gasto maior, mas teria prevenido o mar de lama que assolou a região e que gerou problemas também para a empresa.

Por isso, é importante que a empresa não encare esse tipo de cuidado e prevenção como um custo que deve ser diminuído e eliminado de todo jeito.

Muitas vezes, gastar um pouco mais com a prevenção, segurança e responsabilidade é uma forma de economizar um valor ainda maior do que aquele que será pago caso haja uma tragédia.

Do contrário, haverá custos muito maiores com a reparação dos prejuízos causados, além de haver um prejuízo importante para a confiabilidade da empresa em si.

Dentre os ensinamentos sobre segurança e responsabilidade social que foram trazidos pela tragédia Mariana estão questões como a necessidade de se preocupar com o impacto local, a importância de fazer um monitoramento constante de segurança e também o fato de não encarar a prevenção como custo. Somente ao incorporar esses ensinamentos é que novas tragédias poderão ser evitadas de modo a prevenir os impactos corporativos, sociais e ambientais.

O que você pensa sobre os ensinamentos sobre essa tragédia? Para você, qual é o papel de segurança e responsabilidade da empresa? Não deixe de comentar e de participar com sua opinião.